Ontem eu tinha 3 anos, hoje tenho 15 e amanhã vou fazer 18. Cada vez mais rápido, o tempo vai passando. As pessoas vão envelhecendo, a festa vai acabando e a idade aumentando. Dia após dia. Espinhas param de nascer. No lugar delas, rugas vão surgindo. Os cabelos macios e tingidos vão sendo substituídos pelos brancos. A infância torna-se flashe. A juventude, fotos esquecidas dentro da gaveta e todas as coisas legais, que antes eram engraçadas, não fazem mais sentido. Os amigos somem, os finais de semana tornam-se dias de repouso, sem agitos, nem bebedeiras. Aquela graninha separada pra rachar uma cerveja serve agora pra comprar pães, leites, bolos. A mesadinha torna-se salário, os estudos: trabalho; e o lucro, tem que ser investido na mensalidade do vestibular. Fazer 18 anos não é moleza não. Por isso, deve-se abrir os olhos cada dia mais feliz, aproveitar o quanto mais, fazer todas as loucuras que o corpo permitir. Cante, dance, pule, estique-se, faça tatuagens, ou quem sabe uma porção delas, fure sua orelha, seu nariz. Tire fotografias. Ah, fotografias! É aquilo que marca aquele laço invisivel que existia entre você e as outras pessoas. É uma corrida contra o tempo. Nascer, crescer, aprender sobre a vida, criar um panorama de vida e enfim, quando nada mais fizer sentido, morrer para nascer de novo. Vale lembrar que o tempo é curto, mas as coisas boas, sempre deixam marcas. Que nem o próprio tempo pode apagar.
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